- O que são os protocolos CIFS e SMB?
- A evolução do SMB e o fim do CIFS
- Como o SMBv3 transformou o compartilhamento
- SMB Multichannel e o ganho em performance
- A importância do SMB Direct com RDMA
- SMB versus NFS em ambientes mistos
- Requisitos para uma infraestrutura SMB eficiente
- Centralizando o acesso com um Storage QNAP
Muitas empresas precisam compartilhar arquivos entre vários computadores para manter as operações diárias. A ausência com um padrão para essa troca cria desorganização e também expõe os dados a riscos. Sem uma estrutura centralizada, o controle sobre quem acessa cada arquivo se torna quase impossível.
Essa falta com governança resulta em versões duplicadas dos documentos, perda de informações e brechas na segurança. Métodos improvisados como e-mails ou pen drives não atendem às necessidades corporativas. Eles simplesmente não escalam e ainda aumentam a complexidade no gerenciamento.
O protocolo SMB resolve esse problema ao padronizar o acesso aos arquivos em rede. Suas diferentes versões, no entanto, impactam diretamente o desempenho e a segurança. Assim, conhecer sua evolução é fundamental para qualquer projeto em infraestrutura.
O que são os protocolos CIFS e SMB?
O Server Message Block ou SMB é um protocolo para acesso compartilhado em rede a arquivos, impressoras e outros recursos. O CIFS é apenas um antigo dialeto do SMB, hoje considerado obsoleto por questões sobre segurança e performance. O SMB funciona em um modelo cliente-servidor, onde um cliente solicita acesso a um recurso e o servidor responde à requisição.
Esse protocolo é nativo nos sistemas operacionais Windows, por isso sua predominância em ambientes corporativos. Ainda assim, sua implementação em outros sistemas como Linux e macOS é possível através do Samba. O Samba é um software que permite a interoperabilidade entre diferentes plataformas usando o protocolo SMB.
Basicamente, o SMB estrutura a comunicação para que um usuário em um computador possa abrir, ler, escrever e apagar arquivos que estão em outro equipamento, como um servidor ou um Storage NAS. Tudo isso acontece transparentemente para o usuário, que acessa os arquivos remotos como se estivessem em seu próprio disco local.
A evolução do SMB e o fim do CIFS
O termo CIFS ou Common Internet File System foi uma tentativa da Microsoft para transformar uma versão mais antiga do SMB em um padrão para a internet. Na prática, CIFS ficou associado ao SMBv1, um protocolo antigo e bastante "conversador". Ele exigia muitas trocas de pacotes para realizar tarefas simples, o que gerava alta latência e baixo desempenho.
A grande mudança veio com o SMBv2, que reduziu drasticamente a quantidade de comandos e subcomandos. Essa otimização diminuiu o tráfego na rede e aumentou a velocidade nas transferências, principalmente em redes com maior latência. O SMBv2 também introduziu a capacidade para agrupar várias solicitações em um único pacote, melhorando muito a eficiência.
O SMBv1, por sua vez, ficou marcado por graves vulnerabilidades. A mais famosa foi explorada pelo ransomware WannaCry, que se espalhou rapidamente por redes que ainda usavam essa versão do protocolo. Por isso, a recomendação unânime hoje é desativar completamente o SMBv1 em todos os sistemas.
Como o SMBv3 transformou o compartilhamento
O SMBv3 representa outro salto significativo em relação ao seu antecessor. Ele introduziu recursos que reforçam tanto a segurança quanto o desempenho. Uma das principais novidades foi a criptografia ponta-a-ponta. Com ela, os dados são protegidos durante a transferência sem a necessidade para configurar uma VPN.
Essa versão também trouxe o SMB Multichannel, que permite o uso simultâneo com múltiplas conexões TCP/IP para uma única sessão. Outra funcionalidade importante é o SMB Direct, que utiliza RDMA para transferir dados com latência mínima e baixo uso da CPU. Essas duas tecnologias juntas mudaram as regras do jogo para ambientes que exigem alta performance.
Além disso, o SMBv3 melhorou os mecanismos para failover com o recurso Transparent Failover. Se um nó em um cluster de servidores de arquivos falha, a conexão do cliente é automaticamente transferida para outro nó sem interrupção. Isso garante alta disponibilidade para aplicações críticas.
SMB Multichannel e o ganho em performance
O SMB Multichannel detecta automaticamente se o servidor e o cliente possuem múltiplas interfaces de rede disponíveis. Quando essa condição existe, o protocolo estabelece várias conexões para a mesma sessão de compartilhamento. Como resultado, a largura de banda total é agregada, o que acelera muito as transferências.
Por exemplo, um servidor com duas portas 10GbE pode entregar até 20 Gbps de throughput para um único cliente que também possua interfaces compatíveis. Essa capacidade é útil em fluxos de trabalho com edição de vídeo, grandes bancos de dados ou backups volumosos. A redundância também aumenta, pois a comunicação continua se uma das conexões falhar.
Para aproveitar o SMB Multichannel, não é preciso fazer configurações complexas. O recurso funciona automaticamente quando o hardware é compatível. Basta que o servidor e o cliente tenham múltiplas NICs ou uma única NIC com suporte a RSS (Receive Side Scaling). Muitos Storages QNAP já vêm com múltiplas portas Ethernet exatamente para esse propósito.
A importância do SMB Direct com RDMA
O SMB Direct eleva ainda mais o desempenho ao usar a tecnologia RDMA (Remote Direct Memory Access). O RDMA permite que uma interface de rede acesse diretamente a memória de outro computador sem envolver a CPU, o kernel do sistema operacional ou o cache. Isso praticamente elimina os gargalos do processador nas operações em rede.
Com o SMB Direct, as transferências de arquivos atingem velocidades próximas à da linha, com latência extremamente baixa. Essa tecnologia é ideal para cargas de trabalho em computação de alto desempenho (HPC), virtualização com Hyper-V e bancos de dados SQL Server. O acesso aos arquivos armazenados em um servidor remoto se torna tão rápido quanto o acesso a um disco local.
No entanto, o SMB Direct exige hardware específico. Tanto o cliente quanto o servidor precisam ter adaptadores de rede que suportem RDMA, como os padrões RoCE (RDMA over Converged Ethernet) ou iWARP. A infraestrutura de rede, incluindo os switches, também deve ser compatível para garantir o funcionamento correto.
SMB versus NFS em ambientes mistos
Enquanto o SMB domina nos ecossistemas Windows, o NFS (Network File System) é o padrão em ambientes baseados em Linux e Unix. Ambos os protocolos servem ao mesmo propósito fundamental, mas possuem diferenças importantes. O SMB geralmente é mais simples para configurar em redes Windows, principalmente pela sua integração nativa com o Active Directory para gerenciar permissões.
O NFS, por outro lado, costuma apresentar um desempenho ligeiramente superior em cenários com muitos arquivos pequenos, algo comum em sistemas Linux. Seu gerenciamento de permissões é baseado em IDs de usuário e grupo (UID/GID), o que pode complicar a integração em ambientes mistos com autenticação Windows.
Felizmente, a maioria dos sistemas de armazenamento modernos, como os Storages NAS da QNAP, suporta ambos os protocolos simultaneamente. Isso permite que usuários Windows acessem os mesmos compartilhamentos via SMB enquanto usuários Linux acessam via NFS. Essa flexibilidade simplifica a administração em infraestruturas heterogêneas.
Requisitos para uma infraestrutura SMB eficiente
Para construir um ambiente de compartilhamento de arquivos rápido e confiável com SMB, alguns elementos são necessários. A infraestrutura de rede é o primeiro ponto. Redes de 1GbE podem ser suficientes para escritórios pequenos, mas cargas de trabalho intensivas exigem no mínimo 10GbE para evitar gargalos.
O servidor de arquivos também é um componente central. Um Storage NAS dedicado, como um equipamento QNAP, é quase sempre a melhor escolha. Ele possui hardware otimizado para armazenamento, suporta as versões mais recentes do SMB e oferece recursos como RAID para proteção dos dados. Além disso, sua integração com o Active Directory facilita o gerenciamento das permissões.
Finalmente, a configuração correta é indispensável. É preciso garantir que todos os clientes e servidores estejam usando o SMBv3 e que o SMBv1 esteja completamente desativado. Ajustes como a ativação de Jumbo Frames na rede também podem melhorar o throughput em transferências de arquivos grandes.
Centralizando o acesso com um Storage QNAP
Um Storage NAS QNAP atua como um servidor de arquivos centralizado e altamente eficiente para o protocolo SMB. Ele consolida os dados em um único local seguro, o que simplifica o backup e o gerenciamento. Com suporte completo ao SMBv3, ele garante que as transferências sejam rápidas e seguras.
Muitos modelos QNAP vêm com múltiplas portas Ethernet, algumas já com velocidades de 2.5GbE, 10GbE ou superiores. Isso permite o uso imediato do SMB Multichannel para agregar largura de banda e aumentar a resiliência da conexão. Para os cenários mais exigentes, alguns equipamentos suportam placas de expansão com RDMA, habilitando o SMB Direct.
A escolha correta do protocolo e a configuração da infraestrutura são complexas. Elas dependem da análise sobre o volume dos dados, o número de usuários e as aplicações utilizadas. Fale com um de nossos especialistas.
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