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O que é armazenamento de dados inativos?

O que é armazenamento de dados inativos?

Índice:

Muitas empresas acumulam um volume crescente com informações em seus servidores. Uma parte significativa desses arquivos raramente é acessada, mas consome recursos valiosos em sistemas primários.

Esse cenário sobrecarrega o armazenamento principal e aumenta os custos operacionais sem qualquer benefício aparente. Manter dados frios em discos rápidos é financeiramente ineficiente.

Como resultado, gerenciar esse acervo se torna um desafio financeiro e técnico para a equipe de TI, que precisa equilibrar acesso e orçamento.

O que é armazenamento de dados inativos?

O armazenamento para dados inativos consiste em uma estratégia para mover arquivos com baixo acesso para um repositório secundário, mais econômico e com alta capacidade. Essa abordagem otimiza o uso em sistemas principais, reduz custos operacionais e melhora o desempenho geral com a infraestrutura.

Esses arquivos, também chamados dados frios, não são inúteis, apenas acessados com pouca frequência. Eles incluem, por exemplo, projetos concluídos, registros financeiros antigos ou logs para auditoria. A exclusão nem sempre é uma opção por causa das políticas internas ou exigências legais para conformidade.

Portanto, a prática separa fisicamente os dados ativos dos inativos. Os dados ativos permanecem em SSDs ou discos rápidos para garantir baixa latência nas operações diárias. Já os dados frios migram para soluções com custo por terabyte muito menor, como storages NAS equipados com HDDs SATA.

Por que separar arquivos pouco acessados?

A principal razão para isolar dados frios é a redução expressiva nos custos. O armazenamento primário, geralmente baseado em tecnologia all-flash, possui um custo por gigabyte bastante elevado. Manter terabytes com informações raramente usadas nesse tipo de sistema representa um desperdício financeiro considerável.

Além disso, a separação melhora o desempenho dos sistemas principais. Com menos dados para gerenciar, os processos de backup se tornam mais rápidos e a latência nas aplicações diminui. A infraestrutura primária fica dedicada exclusivamente às cargas de trabalho que realmente exigem alta performance.

Essa organização também simplifica a governança e a conformidade. Fica mais fácil aplicar políticas específicas para retenção e descarte em um repositório centralizado, garantindo que as informações sejam mantidas pelo tempo necessário e com a segurança adequada.

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Quais informações são consideradas dados frios?

Vários tipos de arquivos se enquadram na categoria de dados frios. Em um ambiente empresarial, projetos finalizados há mais de um ano são um exemplo clássico. Seus documentos, planilhas e apresentações raramente serão necessários, mas precisam ser guardados por questões históricas ou contratuais.

Registros financeiros e contábeis com mais de cinco anos também se tornam inativos. Embora a legislação exija sua guarda por um período determinado, o acesso a eles é esporádico. O mesmo vale para prontuários médicos ou processos jurídicos encerrados, que ocupam muito espaço.

Outros exemplos comuns incluem logs de sistema antigos, backups de máquinas virtuais desativadas e grandes volumes com filmagens de segurança após o período de análise imediata. Todos esses arquivos são candidatos ideais para migração a um storage secundário.

Como funciona o tiering automático?

O tiering ou a classificação automática de dados é uma tecnologia que move os arquivos entre diferentes camadas de armazenamento com base em políticas predefinidas. Um sistema configurado para tiering analisa a frequência de acesso a cada arquivo. Quando um arquivo não é acessado por um período, como 90 dias, o software o move automaticamente do armazenamento rápido (hot tier) para um mais lento e barato (cold tier).

Essa automação elimina a necessidade de intervenção manual, um processo que seria impraticável em ambientes com milhões de arquivos. O administrador de TI apenas define as regras. Por exemplo, qualquer arquivo no formato .mp4 não modificado nos últimos seis meses deve ser movido para o storage de arquivamento.

Quando um usuário eventualmente precisa acessar um arquivo arquivado, o sistema o recupera do cold tier e o move de volta para o hot tier, se necessário. Alguns sistemas mais avançados conseguem até mesmo prever padrões de uso para otimizar a movimentação dos dados.

Tecnologias para arquivamento de longo prazo

Existem algumas tecnologias consolidadas para o armazenamento de dados frios. A mais comum em ambientes locais são os storages NAS (Network Attached Storage) com discos rígidos de alta capacidade. Esses equipamentos oferecem um excelente custo por terabyte e podem ser configurados com arranjos RAID para proteger contra falhas em um dos discos.

Outra opção histórica é a fita magnética (LTO). As fitas oferecem uma capacidade imensa e um custo por gigabyte extremamente baixo, além de uma vida útil que pode chegar a 30 anos. No entanto, o tempo para recuperação dos dados é maior, pois a leitura é sequencial.

A nuvem também apresenta soluções robustas, como os serviços Amazon S3 Glacier e Azure Archive Storage. Essas plataformas são projetadas para arquivamento de longo prazo com um custo muito competitivo. A desvantagem pode ser o tempo para recuperação dos dados e os custos associados à transferência para fora da nuvem.

Riscos ao ignorar a gestão de dados inativos

Ignorar o volume crescente de dados inativos em sistemas primários acarreta vários riscos. O primeiro é o impacto financeiro direto. Os custos com armazenamento, energia e refrigeração aumentam sem parar, consumindo uma fatia cada vez maior do orçamento de TI sem agregar valor ao negócio.

O segundo risco é a degradação do desempenho. Servidores e storages sobrecarregados com dados frios respondem mais lentamente às requisições de aplicações críticas. Os tempos de backup também se estendem, aumentando a janela de vulnerabilidade em caso de um desastre.

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Por fim, a desorganização dificulta a localização de informações importantes. Em uma auditoria ou disputa legal, encontrar um arquivo específico em meio a terabytes de dados desestruturados pode ser uma tarefa complexa e demorada. A falta de uma estratégia clara para arquivamento compromete a eficiência operacional.

Implementando uma política de arquivamento

A implementação de uma política de arquivamento começa com a classificação dos dados. É preciso definir critérios claros para identificar o que é um dado ativo, morno ou frio. Essa classificação geralmente se baseia na data da última modificação, no tipo de arquivo ou no departamento proprietário.

Com as regras definidas, o próximo passo é escolher a tecnologia de armazenamento adequada para cada camada. Um storage all-flash pode servir ao tier 0 (dados críticos), enquanto um storage NAS híbrido atende ao tier 1 (dados ativos). Para o arquivamento (tier 2), um NAS de alta capacidade ou um serviço de nuvem são boas opções.

A automação é fundamental para o sucesso da estratégia. Utilizar um software que mova os dados entre as camadas automaticamente, com base nas políticas, garante que o processo seja consistente e não dependa de tarefas manuais. É importante também validar periodicamente as regras para ajustá-las à realidade da empresa.

Um NAS QNAP como repositório central

Um storage NAS da QNAP é uma solução muito eficaz para atuar como um repositório central para dados inativos. Seus sistemas suportam discos rígidos SATA de grande capacidade, como os modelos com 22 TB, o que resulta em um custo por terabyte bastante atrativo para arquivamento em massa.

Os equipamentos também oferecem recursos de proteção robustos. A configuração com arranjos RAID 5, 6 ou 10 protege os dados contra a falha de um ou mais discos. Além disso, a função de snapshots permite criar cópias de segurança instantâneas que protegem contra ataques de ransomware ou exclusões acidentais.

A conectividade é outro ponto forte. Com portas de rede de 2.5GbE ou 10GbE, o acesso aos arquivos arquivados, embora pouco frequente, ocorre de forma rápida quando necessário. Softwares como o HBS 3 (Hybrid Backup Sync) ainda facilitam a sincronização desses dados com serviços de nuvem ou outro NAS remoto, criando uma camada adicional de redundância.

Como escolher a solução ideal para seus dados?

A escolha da solução ideal para armazenamento de dados inativos depende de três fatores principais: capacidade, tempo de recuperação e orçamento. Primeiro, estime o volume total de dados frios que sua empresa possui e projete seu crescimento para os próximos três a cinco anos. Isso definirá a capacidade mínima necessária.

Depois, avalie o quão rápido você precisa acessar esses dados. Se a recuperação em algumas horas for aceitável, soluções de nuvem como o Glacier ou fitas LTO são viáveis. Se for preciso um acesso mais rápido, em poucos minutos, um storage NAS local é a melhor alternativa.

Por fim, compare o custo total de propriedade (TCO) de cada opção. Considere não apenas o investimento inicial em hardware, mas também os custos recorrentes com assinaturas, energia e manutenção. Um NAS geralmente possui um TCO mais previsível em comparação com a nuvem, cujos custos podem variar com o uso.

A escolha da infraestrutura correta envolve análises sobre capacidade, desempenho e segurança. Uma decisão equivocada pode comprometer o acesso aos seus arquivos importantes ou gerar custos inesperados. Para desenhar uma solução sob medida para sua necessidade, entre em contato com nossa equipe.

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Lucas Almeida

Lucas Almeida

Especialista em storages
"Apaixonado por inovação, sou um entusiasta pela divulgação de gadgets que facilitam nossa vida digital. Exploro todos recursos de cada tecnologia, seja ele um NAS para uso doméstico até um all flash para implementações corporativas. Meu objetivo é descomplicar o mundo dos storages e auxiliar você a otimizar sua infraestrutura de TI."

Leia mais sobre: Armazenamento de Dados

Conteúdos sobre tipos de storages (NAS, SAN, DAS, All-Flash), HDD vs SSD, arquiteturas de armazenamento, etc.

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