Storage externos: saiba mais sobre esses sistemas de armazenamento

Storage externos: saiba mais sobre esses sistemas de armazenamento

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O volume crescente com dados sobrecarrega servidores e computadores pessoais. Essa situação frequentemente resulta em lentidão, falhas e um alto risco para perda de informações importantes em qualquer negócio.

A dependência exclusiva por discos internos também limita o compartilhamento e a colaboração entre equipes. Além disso, a ausência de um plano centralizado para backup aumenta a vulnerabilidade contra ataques e desastres.

Assim, um sistema de armazenamento externo surge como uma resposta para centralizar e proteger esses ativos digitais.

O que são storage externos?

Um storage externo é um equipamento dedicado para armazenar, gerenciar e compartilhar grandes volumes com dados fora do servidor ou computador principal. Diferente de um simples HD externo, esses sistemas possuem seu próprio processador, memória e sistema operacional, além de múltiplos discos para maior capacidade e redundância.

Esses dispositivos se conectam a computadores ou redes por meio de várias interfaces como USB, Thunderbolt, Ethernet ou Fibre Channel. Sua principal função é expandir o espaço disponível, mas também adicionam camadas com segurança e facilitam o acesso aos arquivos por múltiplos usuários.

Existem basicamente três tipos principais: DAS (Direct Attached Storage), NAS (Network Attached Storage) e SAN (Storage Area Network). Cada um possui características próprias e atende a diferentes necessidades, desde o uso doméstico até infraestruturas complexas em datacenters.

Diferenças entre DAS, NAS e SAN

A principal diferença entre eles está na forma como se conectam e disponibilizam os dados. Um DAS se conecta diretamente a um único computador, funcionando como uma extensão do disco interno. Ele é simples e rápido, porém não permite compartilhamento em rede.

Já um storage NAS é um servidor de arquivos conectado à rede local via porta Ethernet. Vários usuários e dispositivos acessam os dados simultaneamente por protocolos como SMB ou NFS. Sua configuração é geralmente mais simples que uma SAN.

Por outro lado, uma SAN opera em nível de bloco e cria uma rede dedicada para armazenamento, quase sempre com alta velocidade. Ela é ideal para ambientes com virtualização e bancos de dados, pois os servidores a enxergam como um disco local, mas com desempenho e escalabilidade superiores.

Armazenamento conectado à rede (NAS)

Um sistema NAS funciona como um servidor de arquivos autônomo, acessível por qualquer dispositivo na mesma rede. Por isso, ele simplifica muito o compartilhamento de documentos, planilhas e projetos entre diferentes equipes, sem a necessidade de anexos em e-mails.

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Muitos desses equipamentos também oferecem aplicativos para backup automático de computadores e servidores. Essa funcionalidade centraliza a proteção dos dados e facilita a recuperação em caso de falhas ou ataques como ransomware. Alguns modelos ainda sincronizam arquivos com serviços em nuvem.

A instalação de um NAS é relativamente simples. Basta conectar o aparelho ao roteador, seguir alguns passos de configuração em uma interface web e criar as pastas compartilhadas. Essa facilidade o torna uma opção bastante popular para pequenas empresas e usuários domésticos avançados.

Storage Area Network para aplicações críticas

Uma SAN é uma arquitetura mais complexa, projetada para altíssimo desempenho e baixa latência. Ela utiliza protocolos como Fibre Channel (FC) ou iSCSI para conectar servidores a um pool central de armazenamento em bloco, criando uma rede separada do tráfego normal.

Essa estrutura é fundamental para aplicações que exigem performance máxima, como bancos de dados transacionais e ambientes com virtualização. Como os servidores veem o armazenamento da SAN como discos locais, a velocidade de acesso aos dados é muito superior à de um NAS.

No entanto, a implementação de uma SAN exige hardware específico, como switches FC e adaptadores HBA, além de conhecimento técnico avançado. O custo também é consideravelmente maior, por isso seu uso é mais comum em médias e grandes corporações com infraestrutura de TI robusta.

Direct Attached Storage e suas limitações

O Direct Attached Storage ou DAS é a forma mais simples de armazenamento externo. Ele se resume a um ou mais discos rígidos em um gabinete conectado diretamente a um computador por uma porta USB, Thunderbolt ou eSATA. A principal vantagem é a simplicidade e a velocidade para um único usuário.

Apesar disso, um DAS possui várias limitações importantes. A maior delas é a incapacidade de compartilhar arquivos em rede de forma nativa. Para que outra pessoa acesse os dados, o computador principal precisa estar ligado e configurado para compartilhamento, o que é ineficiente.

Além disso, a escalabilidade é restrita. Embora seja possível adicionar mais unidades, o gerenciamento se torna complicado e a maioria dos sistemas DAS simples não oferece recursos avançados como RAID para proteção contra falha de disco. Ele é bom para backups locais ou para expandir o espaço de uma estação de trabalho, mas não para colaboração.

A importância do RAID em sistemas externos

A tecnologia RAID (Redundant Array of Independent Disks) combina múltiplos discos rígidos em um único volume lógico para melhorar o desempenho ou a redundância. Em um storage externo, seu papel é proteger os dados contra a falha de um dos discos.

Configurações como RAID 1 espelham os dados em dois discos, por isso se um falhar, o outro continua funcionando com uma cópia idêntica. Já arranjos como RAID 5 e RAID 6 distribuem os dados e informações de paridade entre vários discos, tolerando a falha de um ou dois drives sem perda de informações.

Adotar um sistema com RAID é uma medida protetiva essencial para qualquer ambiente que armazena dados críticos. Sem essa tecnologia, a falha de um único HD pode significar a perda permanente de todo o conteúdo armazenado no equipamento.

Recursos avançados para gerenciamento

Sistemas de armazenamento modernos vão muito além de apenas guardar arquivos. Eles incorporam softwares com várias ferramentas para otimizar o uso do espaço e proteger os dados. Um recurso valioso é o snapshot ou instantâneo, que captura o estado dos arquivos em um ponto no tempo.

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Os snapshots são extremamente úteis para recuperação rápida. Se um arquivo for corrompido ou excluído acidentalmente, é possível restaurar uma versão anterior em segundos. Eles também são uma linha de defesa eficaz contra ransomware, pois permitem reverter o sistema para um estado anterior ao ataque.

Outra funcionalidade importante é a replicação remota. Ela sincroniza os dados de um storage para outro em um local diferente, garantindo a continuidade dos negócios mesmo em caso de desastre físico no datacenter principal. Isso cria um plano de recuperação de desastres muito mais eficiente.

Riscos ao ignorar uma solução centralizada

Muitas empresas ainda armazenam seus dados de forma descentralizada, espalhados por diversos computadores e HDs externos. Essa prática cria silos de informação e dificulta o trabalho colaborativo, pois nunca se sabe qual é a versão mais recente de um arquivo.

O maior risco, no entanto, é a segurança. Sem um ponto central para backup, a proteção dos dados depende da iniciativa de cada usuário, o que raramente funciona. Uma única falha de hardware ou um ataque de malware em uma máquina pode levar à perda de dados corporativos valiosos.

A ausência de um storage externo também impede a implementação de políticas de acesso e controle. Com os dados centralizados, um administrador pode definir permissões específicas para cada usuário ou grupo, garantindo que apenas pessoas autorizadas acessem informações sensíveis.

Como escolher o sistema de armazenamento ideal?

A escolha de um storage externo depende de uma análise cuidadosa das necessidades atuais e futuras. O primeiro fator a considerar é a capacidade total necessária. É sempre bom planejar com uma margem para o crescimento dos dados nos próximos anos.

O desempenho é outro ponto fundamental. Para tarefas simples como backup e arquivamento, um modelo básico pode ser suficiente. Porém, para edição de vídeo, virtualização ou acesso simultâneo por muitos usuários, um sistema com processador mais potente, mais memória RAM e portas de rede de 10GbE será necessário.

Avalie também os recursos de software. Verifique se o sistema operacional do storage oferece as funcionalidades que você precisa, como suporte a RAID, snapshots, backup automático e aplicativos adicionais. A compatibilidade com os sistemas operacionais da sua rede (Windows, macOS, Linux) também é essencial.

Centralize seus dados com um storage QNAP

Os storages NAS da QNAP são projetados para resolver os desafios de armazenamento em ambientes domésticos e corporativos. Com um sistema operacional intuitivo, o QTS, eles simplificam a centralização de arquivos, a execução de backups e o compartilhamento de dados em rede.

Nossos equipamentos oferecem suporte a múltiplos níveis de RAID, protegendo suas informações contra falhas de disco. Além disso, recursos como snapshots permitem uma recuperação quase instantânea de dados, minimizando o impacto de erros humanos ou ataques de ransomware.

Com uma vasta gama de modelos, desde unidades compactas com duas baias até soluções rackmount de alta performance, existe um storage QNAP para cada aplicação. Eles combinam hardware confiável com um ecossistema de software robusto para entregar uma solução completa de armazenamento e gerenciamento de dados.

A escolha correta depende de uma análise cuidadosa sobre capacidade, desempenho e redundância. Um erro na especificação pode gerar custos extras ou gargalos no futuro. Portanto, para dimensionar a solução ideal para seu projeto, fale com um de nossos especialistas.

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Leonardo Farias

Leonardo Farias

Especialista em Armazenamento de Dados
"Há mais de 18 anos trabalho com tecnologias de armazenamento e dispositivos de dados. Ao longo da minha trajetória, me especializei na análise, configuração e otimização de HDDs para servidores, storages NAS e soluções de backup, com foco em desempenho, confiabilidade e durabilidade."

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