WhatsApp Fale Conosco

Storage TI: Saiba mais sobre esses sistemas de armazenamento de dados

Storage TI: Saiba mais sobre esses sistemas de armazenamento de dados

Índice:

O volume crescente com dados digitais impõe um grande desafio para muitas empresas. A gestão inadequada sobre essas informações frequentemente resulta em lentidão, falhas na segurança e até perdas irrecuperáveis. Sem uma estratégia bem definida, os riscos operacionais aumentam bastante.

Muitos sistemas computacionais sofrem com gargalos por falta de um armazenamento centralizado e eficiente. Essa ausência dificulta o compartilhamento seguro para arquivos e a execução com aplicações críticas. Por isso, a produtividade dos colaboradores pode diminuir.

Assim, um sistema de storage em TI surge como a resposta para organizar, proteger e acelerar o acesso aos dados. Sua arquitetura é projetada para atender demandas por disponibilidade e desempenho, algo que discos avulsos nunca alcançam.

O que é um sistema de storage em TI?

Um sistema de storage em TI é um equipamento com hardware e software dedicados ao armazenamento, gerenciamento e compartilhamento de dados em uma rede. Ele centraliza as informações, por isso simplifica o acesso e a proteção para múltiplos usuários e aplicações. Diferente de um disco externo comum, um storage possui seu próprio processador, memória RAM e sistema operacional, otimizados para operações com arquivos.

Na prática, esse equipamento funciona como um servidor especializado em dados. Ele se conecta à rede local e permite que computadores e outros servidores acessem pastas e volumes através de protocolos padronizados. Alguns modelos também suportam a expansão da capacidade, o que garante o acompanhamento ao crescimento do volume com informações sem grandes interrupções.

A principal vantagem é a centralização da gestão. Administradores conseguem configurar permissões, executar rotinas de backup e monitorar a saúde do sistema a partir de uma única interface. Isso reduz a complexidade e melhora a segurança geral do ambiente tecnológico.

A arquitetura interna dos equipamentos

A arquitetura interna em um storage TI define seu desempenho e sua confiabilidade. O componente central é a controladora, o cérebro do sistema, que gerencia todas as operações de leitura e escrita. Soluções mais avançadas possuem controladoras redundantes para evitar um ponto único de falha. Se uma falhar, a outra assume automaticamente.

As baias comportam os discos rígidos (HDDs) ou as unidades de estado sólido (SSDs). A escolha entre eles afeta diretamente a velocidade e o custo. Além disso, a memória cache, geralmente composta por RAM ou SSDs rápidos, armazena dados acessados com frequência. Esse processo acelera muito as respostas para solicitações repetidas.

A conectividade também é uma parte fundamental. Portas de rede, como 1GbE, 10GbE ou até Fibre Channel (FC), determinam a largura de banda disponível para a transferência de dados. Fontes de alimentação redundantes são outro recurso comum, pois garantem que o equipamento continue funcionando mesmo com a falha em uma das fontes.

Tipos de dados e protocolos de acesso

Os sistemas de storage trabalham com três tipos principais de dados: arquivos, blocos e objetos. O armazenamento de arquivos é o mais comum, usado para compartilhar documentos e mídias em uma rede. Ele utiliza protocolos como SMB/CIFS para ambientes Windows e NFS para sistemas Linux.

O armazenamento em bloco, por outro lado, trata os dados como volumes brutos, ou blocos. Esse método é ideal para bancos de dados e ambientes de virtualização que exigem alta performance. Os protocolos iSCSI e Fibre Channel (FC) são os mais utilizados para esse fim, pois oferecem baixa latência.

Já o armazenamento de objetos é projetado para grandes volumes de dados não estruturados, como os encontrados em aplicações de nuvem e big data. Cada objeto inclui os dados, metadados e um identificador único. Essa estrutura facilita a escalabilidade para petabytes de informação, mas raramente é a melhor escolha para aplicações que precisam de modificações constantes nos arquivos.

Call To Action Whatsapp

Como o RAID protege seus arquivos?

RAID (Redundant Array of Independent Disks) é uma tecnologia que combina vários discos em um único conjunto lógico para melhorar o desempenho ou a redundância. É importante ressaltar que RAID não é backup. Sua função principal é proteger contra a falha de um ou mais discos, o que mantém os dados acessíveis durante a substituição do componente defeituoso.

Existem vários níveis de RAID, cada um com um balanço diferente entre performance, capacidade e proteção. O RAID 5, por exemplo, distribui os dados e a paridade entre três ou mais discos, o que permite a falha de uma unidade sem perda de informações. Já o RAID 6 tolera a falha de até dois discos simultaneamente, por isso oferece uma proteção ainda maior.

Para ambientes que exigem alto desempenho em escrita, o RAID 10 é frequentemente a melhor opção. Ele combina o espelhamento do RAID 1 com a distribuição do RAID 0. Adicionalmente, a configuração de um disco hot spare permite que o sistema inicie automaticamente a reconstrução do arranjo após uma falha, o que minimiza a janela de vulnerabilidade.

Além do RAID: Snapshots e replicação

Embora o RAID proteja contra falhas de hardware, ele não ajuda em casos de erro humano, corrupção de arquivos ou ataques de ransomware. Para esses cenários, os snapshots são uma ferramenta poderosa. Um snapshot cria uma imagem pontual e somente leitura do sistema de arquivos. Se um arquivo for deletado ou corrompido, é possível restaurá-lo a partir de um snapshot anterior em poucos segundos.

A replicação de dados é outra camada de proteção essencial, principalmente para a recuperação de desastres. Ela consiste em copiar os dados de um storage primário para um secundário, que pode estar no mesmo local ou em um site remoto. A replicação pode ser síncrona, com a escrita nos dois locais ao mesmo tempo, ou assíncrona, com a cópia ocorrendo em intervalos programados.

Combinar RAID, snapshots e replicação cria uma estratégia de proteção de dados muito mais completa. O tiering automático também é um recurso valioso, pois move dados menos acessados para discos mais lentos e baratos, o que otimiza o custo e o desempenho do armazenamento.

Medindo o desempenho do armazenamento

Três métricas principais medem o desempenho de um sistema de storage: IOPS, throughput e latência. IOPS (operações de entrada e saída por segundo) mede a quantidade de operações de leitura e escrita que o sistema consegue executar. Essa métrica é crucial para aplicações com muitos acessos pequenos e aleatórios, como bancos de dados.

O throughput, ou taxa de transferência, mede a quantidade de dados que podem ser movidos em um determinado período, geralmente em megabytes por segundo (MB/s). Ele é mais importante para cargas de trabalho com arquivos grandes, como edição de vídeo ou backup de grandes volumes.

A latência é o tempo que o sistema leva para responder a uma solicitação. Baixa latência é fundamental para a experiência do usuário em aplicações interativas e para o desempenho de máquinas virtuais. Um sistema pode ter alto IOPS e throughput, mas se a latência for alta, a percepção de lentidão persistirá.

Call To Action Whatsapp

Identificando gargalos na sua infraestrutura

Muitas vezes, o storage não é a causa da lentidão. Um gargalo pode existir em qualquer ponto da infraestrutura de TI. A rede é um suspeito comum. Um storage all-flash com conectividade de 10GbE pode ter seu desempenho limitado por uma rede antiga de 1GbE, por exemplo. A agregação de link pode ajudar, mas nem sempre resolve o problema fundamental.

O próprio sistema de armazenamento também pode ter seus limites. Um processador sobrecarregado ou uma quantidade insuficiente de memória RAM no storage pode comprometer o desempenho, especialmente em ambientes com muitos usuários simultâneos ou com a execução de aplicações diretamente no equipamento.

Por isso, uma análise completa do ambiente é necessária para identificar a verdadeira fonte do problema. Monitorar o uso da CPU, da memória, da rede e dos discos ajuda a entender onde o investimento em melhorias trará o maior retorno. Às vezes, uma simples atualização de firmware ou um ajuste na configuração pode gerar ganhos significativos.

Garantindo a alta disponibilidade (HA)

A alta disponibilidade (HA) refere-se à capacidade de um sistema em continuar operando sem interrupções, mesmo diante de falhas em seus componentes. Em um storage TI, isso é alcançado através da redundância. Fontes de alimentação duplas, controladoras redundantes e múltiplos caminhos de rede são elementos chave para construir um ambiente HA.

O objetivo é eliminar qualquer ponto único de falha. Se uma fonte de alimentação queima, a outra assume. Se uma controladora precisa de manutenção, a segunda mantém os serviços ativos. Esse tipo de arquitetura é essencial para aplicações críticas que não podem parar, como sistemas de faturamento ou controle de produção.

A implementação de um cluster de failover com dois ou mais storages eleva a disponibilidade a um nível ainda maior. Se um equipamento inteiro falhar, o outro assume suas funções de forma automática. Embora o custo seja maior, para algumas operações, o prejuízo com a indisponibilidade justificaria o investimento.

A importância do backup contra ransomware

É um erro comum acreditar que RAID ou alta disponibilidade substituem um backup. Essas tecnologias protegem contra falhas de hardware, mas são inúteis contra um ataque de ransomware que criptografa todos os seus arquivos. O único remédio eficaz contra esse tipo de ameaça é uma cópia limpa e isolada dos seus dados.

Uma estratégia de backup robusta, como a regra 3-2-1, é fundamental. Ela recomenda manter três cópias dos dados, em dois tipos de mídia diferentes, com uma das cópias armazenada fora do local principal (off-site). Um storage NAS pode ser o destino principal para os backups, mas uma cópia adicional na nuvem ou em outro dispositivo físico é altamente recomendável.

Os backups devem ser testados regularmente para garantir que a restauração funcione quando for necessária. Um backup que nunca foi testado é apenas uma esperança. A automação das rotinas de backup e o monitoramento constante são práticas que reduzem o risco de perda de dados e garantem a continuidade dos negócios.

Avaliando o Custo Total de Propriedade (TCO)

Ao escolher uma solução de storage, o preço de compra é apenas uma parte da equação. O Custo Total de Propriedade (TCO) oferece uma visão mais completa, pois inclui todos os custos associados ao longo da vida útil do equipamento. Isso abrange o consumo de energia, os custos com refrigeração no datacenter, as taxas de licenciamento de software e os contratos de suporte e garantia.

Um equipamento mais barato na aquisição pode se tornar mais caro a longo prazo se consumir muita energia ou exigir contratos de manutenção caros. Por outro lado, um sistema com maior eficiência energética e uma garantia mais longa pode ter um TCO menor, mesmo com um custo inicial mais elevado.

A escalabilidade também impacta o TCO. Uma solução que permite a expansão gradual da capacidade evita grandes investimentos iniciais e se adapta melhor ao crescimento da empresa. Avaliar o suporte técnico oferecido pelo fabricante é outro ponto importante, pois um bom suporte pode economizar tempo e dinheiro na resolução de problemas.

A escolha de um sistema de storage envolve a análise de muitos fatores técnicos e financeiros. Capacidade, desempenho, redundância e o crescimento previsto são apenas algumas das variáveis que precisam ser consideradas. Tomar a decisão errada pode resultar em gargalos de performance, riscos à segurança ou custos inesperados.

Para navegar por essa complexidade e encontrar a solução que melhor atende às suas necessidades e ao seu orçamento, a orientação de um especialista é fundamental. Fale com um de nossos especialistas para receber uma análise técnica e garantir que seu investimento em armazenamento traga os resultados esperados.

Lucas Almeida

Lucas Almeida

Especialista em storages
"Apaixonado por inovação, sou um entusiasta pela divulgação de gadgets que facilitam nossa vida digital. Exploro todos recursos de cada tecnologia, seja ele um NAS para uso doméstico até um all flash para implementações corporativas. Meu objetivo é descomplicar o mundo dos storages e auxiliar você a otimizar sua infraestrutura de TI."

Leia mais sobre: Armazenamento de Dados

Conteúdos sobre tipos de storages (NAS, SAN, DAS, All-Flash), HDD vs SSD, arquiteturas de armazenamento, etc.

Fale conosco

Estamos prontos para atender as suas necessidades.

Telefone

Ligue agora mesmo.

(11) 97482-6343

E-mail

Entre em contato conosco.

[email protected]

WhatsApp

(11) 97482-6343

Iniciar conversa