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O que é block storage e quais são suas vantagens?

O que é block storage e quais são suas vantagens?

Índice:

Muitas aplicações empresariais exigem alto desempenho para funcionar corretamente. Bancos de dados e ambientes virtualizados frequentemente sofrem com a lentidão do armazenamento tradicional.

Esse gargalo compromete a produtividade e a experiência do usuário. A arquitetura por trás do armazenamento impacta diretamente a velocidade com que os dados são acessados.

Assim, explorar modelos alternativos como o block storage é fundamental para superar essas limitações e garantir a agilidade necessária nas operações críticas.

O que é block storage e quais são suas vantagens?

Block storage é uma tecnologia que armazena dados em volumes com tamanho fixo chamados blocos. Cada bloco possui um endereço único, mas não contém metadados complexos como informações sobre o tipo de arquivo. O sistema operacional gerencia o sistema de arquivos sobre esses blocos, tratando o volume como um disco local conectado diretamente ao servidor.

Essa abordagem oferece acesso bruto e de baixo nível aos dados. Por isso, o armazenamento em bloco alcança altíssimas taxas de IOPS e latência muito baixa. A principal vantagem é o desempenho superior para aplicações que realizam um grande número de leituras e escritas, como bancos de dados transacionais e sistemas de virtualização. Além disso, sua flexibilidade suporta quase qualquer tipo de sistema de arquivos que o servidor precise usar.

Na prática, o servidor acessa o volume em bloco através de uma rede de armazenamento (SAN). Essa conexão utiliza protocolos específicos que apresentam o storage remoto como um disco local. O resultado é um desempenho que se aproxima muito ao de um disco interno, mas com a escalabilidade e os recursos centralizados de um sistema de armazenamento externo.

Como o armazenamento em bloco se diferencia?

A principal diferença em relação ao armazenamento de arquivos está na estrutura. O file storage organiza os dados hierarquicamente em pastas e arquivos, com metadados ricos que descrevem cada item. Ele é acessado por protocolos como SMB e NFS, sendo ideal para compartilhamento de documentos em rede. No entanto, essa camada adicional de gerenciamento geralmente introduz mais latência.

Já o armazenamento de objetos trata cada dado como uma unidade autônoma em um espaço de endereço plano. Cada objeto inclui os dados, metadados extensivos e um identificador globalmente único. Essa arquitetura é extremamente escalável e ótima para dados não estruturados, como backups e arquivos de mídia, mas sua latência é tipicamente mais alta, o que a torna inadequada para aplicações transacionais.

O block storage, por outro lado, não impõe uma estrutura de arquivos. Ele apenas fornece os blocos brutos para o sistema operacional formatar e gerenciar. Essa simplicidade resulta em um caminho mais direto entre a aplicação e os dados, o que minimiza a sobrecarga e maximiza a velocidade. Por isso, ele é a escolha preferida para cargas de trabalho que exigem o máximo desempenho.

Quais protocolos utilizam essa arquitetura?

O protocolo iSCSI é uma das formas mais comuns para acessar o armazenamento em bloco. Ele encapsula comandos SCSI em pacotes TCP/IP, permitindo a construção de uma Storage Area Network (SAN) sobre a infraestrutura Ethernet padrão. Sua principal vantagem é o custo-benefício, pois utiliza switches e cabos de rede já existentes, sem a necessidade de hardware especializado.

Outra opção é o Fibre Channel (FC). Este é um protocolo de alta velocidade projetado especificamente para redes de armazenamento. O FC oferece desempenho superior e maior confiabilidade em comparação ao iSCSI, com latência consistentemente baixa. Porém, sua implementação exige hardware dedicado, como Host Bus Adapters (HBAs) nos servidores e switches FC na rede, o que eleva bastante o custo total.

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A escolha entre iSCSI e Fibre Channel depende muito do orçamento e dos requisitos de desempenho. Para muitas empresas, uma rede iSCSI bem configurada com 10GbE ou mais rápido já entrega performance suficiente para a maioria das aplicações. Ambientes que demandam a máxima performance e disponibilidade, como grandes bancos de dados corporativos, ainda se beneficiam bastante da robustez do Fibre Channel.

Onde o desempenho do block storage brilha?

Bancos de dados transacionais são um dos principais casos de uso. Aplicações como sistemas de ERP e plataformas de e-commerce executam milhares de pequenas operações de leitura e escrita por segundo. A baixa latência do armazenamento em bloco garante que essas transações sejam processadas rapidamente, o que melhora a responsividade do sistema e a experiência do usuário final.

Ambientes de virtualização também se beneficiam imensamente. Hipervisores como VMware vSphere e Microsoft Hyper-V armazenam os discos virtuais das máquinas virtuais (VMs) em volumes de armazenamento. Ao usar block storage, cada VM enxerga seu disco virtual como um drive local de alto desempenho, o que acelera a inicialização do sistema operacional e a execução das aplicações dentro da VM.

Aplicações de alta performance em geral, como sistemas para análise de dados e processamento em tempo real, também são candidatas ideais. Qualquer carga de trabalho sensível à latência e que precise de um alto número de IOPS encontrará no armazenamento em bloco a base necessária para operar sem gargalos. Em muitos casos, migrar para essa arquitetura resolve problemas crônicos de lentidão.

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A importância da arquitetura do storage

A arquitetura interna do sistema de armazenamento é tão importante quanto o protocolo de acesso. Soluções com controladoras duplas em modo ativo-ativo, por exemplo, garantem alta disponibilidade. Se uma controladora falhar, a outra assume todas as operações sem qualquer interrupção no serviço, um recurso essencial para ambientes críticos.

A escolha dos discos também define o perfil de desempenho. Storages all-flash, equipados apenas com SSDs, entregam IOPS e throughput muito superiores aos sistemas baseados em HDDs. O uso de cache com memória RAM ou SSDs de alta velocidade acelera ainda mais as operações, pois armazena temporariamente os dados mais acessados para uma entrega quase instantânea.

Recursos como baias hot-swappable e fontes de alimentação redundantes também são cruciais para a manutenção da continuidade. Eles permitem a substituição de componentes defeituosos sem a necessidade de desligar o equipamento. Uma boa arquitetura de hardware minimiza os pontos únicos de falha e simplifica a gestão do ciclo de vida do sistema.

Como a rede impacta o acesso aos blocos?

A rede é frequentemente o elo mais fraco em uma implementação de SAN. Um storage all-flash pode ser capaz de entregar centenas de milhares de IOPS, mas uma rede de 1GbE limitará o throughput a cerca de 125 MB/s. Esse gargalo anula completamente o investimento em um armazenamento de alta velocidade, pois os servidores simplesmente não conseguem acessar os dados com a rapidez necessária.

Por isso, a infraestrutura de rede deve ser dimensionada para suportar a performance do storage. A migração para redes de 10GbE é o ponto de partida mínimo para a maioria dos ambientes que utilizam block storage. Para sistemas mais exigentes, redes de 25GbE, 40GbE ou até 100GbE podem ser necessárias para evitar qualquer tipo de congestionamento.

Além da velocidade, a redundância na rede também é fundamental. Utilizar agregação de link (LACP) para combinar múltiplas portas de rede aumenta a largura de banda total e fornece um caminho alternativo em caso de falha de um cabo ou porta. Configurar caminhos múltiplos (MPIO) nos servidores também melhora a resiliência e o balanceamento de carga entre as conexões disponíveis com o storage.

Protegendo dados em um ambiente de blocos

A proteção dos dados começa com a configuração de arranjos RAID. O RAID distribui os dados entre vários discos para proteger contra falhas individuais. Diferentes níveis de RAID, como RAID 5, 6 ou 10, oferecem um balanço entre desempenho, capacidade utilizável e o nível de redundância. A escolha correta depende da criticidade dos dados e do perfil da carga de trabalho.

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Snapshots são outra ferramenta poderosa para proteção. Eles criam cópias instantâneas e somente leitura de um volume em um ponto específico no tempo. Em caso de corrupção de dados, exclusão acidental ou um ataque de ransomware, é possível reverter o volume para um estado anterior em poucos segundos, sem a necessidade de uma restauração demorada a partir do backup.

Para recuperação de desastres, a replicação de dados é essencial. Essa tecnologia copia os blocos de dados de um sistema de armazenamento primário para um secundário, que pode estar no mesmo local ou em um site remoto. Se o sistema principal ficar indisponível, as operações podem ser transferidas para o sistema replicado, garantindo a continuidade dos negócios com o mínimo de interrupção.

Gerenciamento avançado e escalabilidade

Sistemas de armazenamento modernos oferecem recursos que otimizam o uso do espaço e o desempenho. O tiering automático, por exemplo, move dados entre diferentes tipos de mídia com base na frequência de acesso. Blocos "quentes", acessados frequentemente, são mantidos em SSDs rápidos, enquanto blocos "frios" são movidos para HDDs mais lentos e baratos, o que otimiza o custo por gigabyte.

A capacidade de expansão também é um fator crítico. Um bom sistema de armazenamento deve permitir o crescimento sem interrupções. A expansão pode ocorrer de duas formas: scale-up, adicionando mais discos ou gavetas de expansão ao sistema existente, ou scale-out, adicionando novos nós de armazenamento ao cluster. A abordagem scale-out geralmente aumenta tanto a capacidade quanto o desempenho.

Ferramentas como o thin provisioning também ajudam a gerenciar o espaço de forma mais eficiente. Com ele, o armazenamento é alocado para os servidores sob demanda, em vez de reservar todo o espaço solicitado desde o início. Isso evita o desperdício de capacidade e simplifica o planejamento, pois o espaço físico só precisa ser adicionado quando realmente for consumido.

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Métricas essenciais para avaliar o desempenho

Ao avaliar uma solução de block storage, três métricas são fundamentais. A primeira é o IOPS, ou operações de entrada e saída por segundo. Ela mede quantos comandos de leitura e escrita o sistema consegue processar. Um IOPS alto é vital para cargas de trabalho transacionais, como bancos de dados com muitos usuários simultâneos.

A segunda métrica é a latência, que mede o tempo para completar uma única operação de I/O. A latência é medida em milissegundos ou microssegundos, e um valor menor é sempre melhor. Para aplicações sensíveis ao tempo de resposta, como negociação de ações ou processamento de pagamentos, a baixa latência é ainda mais importante que o IOPS bruto.

Por fim, o throughput, ou taxa de transferência, mede a quantidade de dados que pode ser movida por segundo, geralmente em MB/s ou GB/s. O throughput é mais relevante para cargas de trabalho que lidam com arquivos grandes, como edição de vídeo, backup ou análise de big data. Um bom sistema de armazenamento deve oferecer um equilíbrio saudável entre essas três métricas, de acordo com a aplicação.

Considerações sobre custo total e suporte

O custo de uma solução de armazenamento vai muito além do preço de compra. O Custo Total de Propriedade (TCO) inclui despesas com energia, refrigeração, espaço no datacenter e, principalmente, manutenção e suporte. Um sistema mais barato na aquisição pode se tornar caro se consumir muita energia ou exigir gerenciamento constante.

A garantia e o suporte técnico são componentes críticos que afetam diretamente o TCO. Um contrato de suporte com tempo de resposta rápido e substituição avançada de peças pode evitar longos períodos de inatividade. O custo de um servidor de produção parado por algumas horas quase sempre supera o valor de um contrato de suporte anual.

Recursos de resiliência, como fontes de alimentação redundantes e discos hot spare, também reduzem o risco de paradas não planejadas e os custos associados. Avaliar o TCO em vez do preço inicial ajuda a tomar uma decisão mais inteligente e sustentável a longo prazo. A escolha da arquitetura de armazenamento correta é uma decisão estratégica complexa, pois envolve a análise detalhada das cargas de trabalho, necessidades de desempenho e projeções de crescimento. Uma escolha inadequada resulta em gargalos de performance, altos custos operacionais e dificuldades para escalar. Portanto, um planejamento cuidadoso é indispensável.

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Lucas Almeida

Lucas Almeida

Especialista em storages
"Apaixonado por inovação, sou um entusiasta pela divulgação de gadgets que facilitam nossa vida digital. Exploro todos recursos de cada tecnologia, seja ele um NAS para uso doméstico até um all flash para implementações corporativas. Meu objetivo é descomplicar o mundo dos storages e auxiliar você a otimizar sua infraestrutura de TI."

Leia mais sobre: Armazenamento de Dados

Conteúdos sobre tipos de storages (NAS, SAN, DAS, All-Flash), HDD vs SSD, arquiteturas de armazenamento, etc.

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