Por que dados inativos ocupam storage caro?

Por que dados inativos ocupam storage caro?

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Muitas empresas investem pesado em storages all-flash para acelerar suas aplicações. No entanto, esses sistemas velozes frequentemente acabam cheios com arquivos que ninguém acessa há meses ou até anos. Esse cenário gera um desperdício financeiro considerável.

O problema aumenta com o crescimento exponencial nos volumes informacionais. Poucos administradores conseguem separar manualmente o que é importante do que apenas ocupa espaço. Com isso, o desempenho geral da infraestrutura fica comprometido.

Assim, a otimização do armazenamento passa por uma gestão inteligente. É preciso mover dados inativos para um storage mais barato, sem impactar o acesso aos arquivos ativos. Essa estratégia libera recursos valiosos e melhora a eficiência operacional.

Por que dados inativos ocupam storage caro?

Dados inativos ocupam storage caro porque a maioria dos sistemas armazena todos os arquivos no mesmo local por padrão, sem diferenciar a frequência de acesso. Um sistema trata um relatório acessado há cinco minutos da mesma forma que um projeto concluído há cinco anos. Por isso, ambos competem pelo mesmo espaço em discos SSD velozes.

Na prática, quase 80% dos dados em uma empresa se tornam inativos após 90 dias. Mesmo assim, eles permanecem no armazenamento principal. Esse armazenamento primário, geralmente composto por tecnologias flash, tem um custo por terabyte muito superior ao dos discos rígidos convencionais. Manter arquivos frios ali eleva os custos operacionais sem qualquer benefício para o negócio.

Além disso, várias políticas para conformidade exigem a retenção desses arquivos por longos períodos. Sem uma estratégia para arquivamento, as empresas se veem forçadas a comprar mais capacidade em storages de alto desempenho. O resultado é um ciclo contínuo de investimentos altos para guardar informações raramente utilizadas.

O impacto dos dados frios no desempenho

Manter um volume excessivo com dados frios no armazenamento primário prejudica diretamente o desempenho das aplicações. Quando um sistema all-flash se aproxima da sua capacidade máxima, as operações de escrita e leitura podem ficar mais lentas. Isso ocorre porque o controlador do storage precisa gerenciar um espaço de endereçamento muito maior e mais fragmentado.

Os processos de backup também sofrem um impacto negativo. Softwares para cópias de segurança precisam ler e processar todos os arquivos, ativos ou não. Consequentemente, as janelas para backup se estendem, e a restauração de um arquivo específico pode demorar mais tempo. Em alguns casos, o tempo extra para backup compete com o horário de produção e afeta a produtividade.

Outro ponto importante é a complexidade na gestão. Um volume gigante e desorganizado dificulta a localização de informações importantes e a aplicação de políticas de segurança. Administradores gastam um tempo precioso gerenciando espaço em vez de focar em tarefas estratégicas. A performance do time de TI também cai.

Identificar dados inativos é o primeiro passo

O primeiro passo para resolver o problema é identificar quais dados são inativos ou "frios". Essa tarefa parece simples, mas pode ser bastante complexa em ambientes com milhões de arquivos. A principal métrica utilizada é o tempo desde o último acesso ou a data da última modificação do arquivo. Um arquivo não tocado por mais de 180 dias, por exemplo, é um forte candidato a arquivamento.

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Alguns administradores tentam usar scripts manuais para varrer os servidores e gerar relatórios. No entanto, essa abordagem é lenta, suscetível a erros e quase impraticável em redes grandes. Um script mal executado pode, inclusive, alterar os metadados de acesso e invalidar toda a análise. Frequentemente, o esforço manual não compensa os resultados obtidos.

A solução mais eficiente envolve softwares especializados em análise de dados. Essas ferramentas se conectam aos servidores de arquivos, analisam os metadados sem alterar os arquivos e criam relatórios detalhados. Elas mostram quais arquivos estão inativos, quem são os proprietários e quanto espaço eles ocupam. Com essa visão clara, tomar uma decisão se torna muito mais fácil.

A estratégia de armazenamento em camadas

A estratégia mais eficaz para lidar com dados inativos é o armazenamento em camadas ou "tiering". A ideia é simples: classificar os dados conforme a frequência de uso e movê-los para um tipo de storage com o custo e o desempenho adequados. Essa abordagem otimiza o uso dos recursos e reduz drasticamente os custos.

Geralmente, uma infraestrutura com camadas tem pelo menos dois níveis. O primeiro é o "hot tier" ou camada quente, composto por SSDs NVMe ou all-flash. Esse nível armazena os dados ativos e as aplicações que exigem latência mínima. O segundo é o "cold tier" ou camada fria, que usa discos rígidos de alta capacidade, muito mais baratos por terabyte. Esse nível guarda os dados inativos.

Muitos sistemas modernos, como os storages da QNAP, oferecem tiering automático. O administrador define uma política, como "mover arquivos não acessados por 90 dias para a camada fria". A partir daí, o próprio sistema gerencia a movimentação dos dados de forma transparente. Os usuários continuam acessando seus arquivos pelo mesmo caminho, sem perceber que eles foram movidos para um disco mais lento.

Como funciona o tiering automático na prática

O tiering automático, implementado em tecnologias como o Qtier da QNAP, funciona como um gerenciador inteligente de dados. O sistema monitora constantemente os padrões de acesso a cada bloco de dados no storage. Ele coleta informações sobre a frequência de leitura e escrita para determinar se um dado é "quente", "morno" ou "frio".

Com base nessas informações, o mecanismo move os blocos entre as diferentes camadas de armazenamento. Dados acessados com frequência são promovidos para a camada mais rápida, como os SSDs. Por outro lado, dados que se tornam inativos são rebaixados para a camada mais lenta e econômica, como os HDDs SATA. Todo esse processo acontece em segundo plano, sem intervenção manual.

O grande benefício é que a movimentação é transparente para as aplicações e os usuários. Um arquivo pode estar fisicamente em um HDD, mas o sistema o apresenta como se ainda estivesse no local original. Quando um usuário solicita um arquivo arquivado, o sistema o move de volta para a camada rápida, garantindo um bom desempenho no acesso.

Diferença entre arquivamento e backup

Muitas pessoas confundem arquivamento com backup, mas eles têm propósitos distintos. O backup cria uma cópia dos dados para recuperação em caso de falha, exclusão acidental ou um ataque cibernético. Os dados originais permanecem no armazenamento primário. O objetivo do backup é a continuidade dos negócios e a segurança informacional.

O arquivamento, por sua vez, move os dados originais do storage primário para um secundário, geralmente mais barato e de longo prazo. O objetivo principal do arquivamento é liberar espaço no armazenamento de alto desempenho. Ele também ajuda a cumprir políticas de retenção e a organizar o ambiente, mas sua função não é a recuperação rápida após um desastre.

Ambas as estratégias são complementares e essenciais para uma boa governança de dados. Uma empresa deve ter um sistema de backup robusto para proteger seus dados ativos. Adicionalmente, ela precisa de uma solução para arquivamento para gerenciar o ciclo de vida dos dados, otimizar custos e manter o desempenho do storage primário.

Soluções para arquivamento de longo prazo

Existem várias soluções eficientes para o arquivamento de longo prazo. Uma das mais populares é o uso de um Network Attached Storage (NAS) com discos rígidos de alta capacidade. Um storage NAS oferece um excelente custo por terabyte, é fácil de gerenciar e pode ser acessado pela rede como qualquer outro servidor de arquivos. É uma ótima opção para manter os dados arquivados on-premises.

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A nuvem também apresenta alternativas interessantes para o arquivamento. Serviços como Amazon S3 Glacier ou Azure Archive Storage oferecem armazenamento de objetos a um custo extremamente baixo. No entanto, é preciso considerar os custos para tráfego e o tempo para recuperação. Acessar um dado arquivado na nuvem pode levar algumas horas e gerar cobranças adicionais.

Para empresas com volumes massivos de dados, as bibliotecas de fita (tape libraries) ainda são uma opção viável. As fitas LTO têm uma capacidade enorme e uma durabilidade de décadas, com um custo por terabyte imbatível. Embora o acesso seja mais lento, elas são perfeitas para dados que raramente ou nunca serão acessados, mas precisam ser guardados por questões legais.

Vantagens em mover dados inativos

Mover dados inativos para um armazenamento mais econômico traz benefícios imediatos. O primeiro e mais óbvio é a redução de custos. Ao liberar espaço no storage all-flash, você adia a necessidade de comprar mais capacidade cara. O investimento em um storage para arquivamento se paga rapidamente com a economia gerada no armazenamento primário.

O desempenho das aplicações críticas também melhora. Com mais espaço livre no tier de alta performance, as operações de I/O fluem sem gargalos. Além disso, as rotinas de backup se tornam muito mais rápidas, pois o software precisa processar um volume menor de dados no armazenamento principal. Isso reduz a janela de backup e o risco de conflitos com o horário de produção.

A organização e a governança dos dados também são simplificadas. Separar dados ativos dos inativos facilita a aplicação de políticas de segurança, retenção e descarte. A conformidade com regulamentações como a LGPD se torna mais fácil de gerenciar e auditar. Você sabe exatamente onde cada tipo de dado está armazenado.

Riscos ao ignorar o problema

Ignorar o acúmulo de dados inativos em storages caros gera riscos significativos para o negócio. O mais imediato é o impacto financeiro. A empresa continua gastando um orçamento valioso em armazenamento de alto desempenho para guardar arquivos que não geram valor. Esse dinheiro poderia ser investido em projetos de inovação ou em outras áreas estratégicas da TI.

A degradação do desempenho é outro risco grave. À medida que o storage primário enche, as aplicações de negócio, como sistemas ERP e bancos de dados, podem ficar mais lentas. Isso afeta a produtividade dos funcionários e a experiência dos clientes. Em um mercado competitivo, a lentidão pode significar a perda de negócios.

Por fim, existe o risco de não conformidade. Manter dados desnecessários misturados com informações ativas dificulta a aplicação de políticas de retenção e descarte. Se a empresa for auditada, a falta de organização pode resultar em multas pesadas. Ignorar o problema não é uma opção sustentável a longo prazo.

Planejar sua infraestrutura com eficiência

Um planejamento eficiente da infraestrutura de armazenamento vai além de simplesmente comprar o hardware mais rápido. Ele exige uma análise sobre o ciclo de vida dos dados e a implementação de políticas para gerenciá-los. O objetivo é garantir que cada arquivo esteja no lugar certo, com o custo e o desempenho adequados para sua importância.

A implementação de uma solução com tiering automático, como um storage QNAP, é a resposta para esse desafio. Esses sistemas automatizam a classificação e a movimentação dos dados, eliminando a necessidade de intervenção manual e garantindo a otimização contínua dos recursos. Isso permite que a equipe de TI se concentre em atividades que agregam mais valor ao negócio.

A escolha correta da solução depende de uma análise cuidadosa sobre capacidade, desempenho, redundância e o crescimento previsto. Cada ambiente tem suas particularidades, e uma configuração que funciona para uma empresa pode não ser ideal para outra. Por isso, o suporte especializado é fundamental para desenhar uma arquitetura de armazenamento que seja ao mesmo tempo eficiente e econômica.

Definir a melhor estratégia para seus dados pode ser um processo complexo. Fale com um de nossos especialistas para receber uma análise técnica e descobrir a solução de armazenamento ideal para sua aplicação e seu orçamento.

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Lucas Almeida

Lucas Almeida

Especialista em storages
"Apaixonado por inovação, sou um entusiasta pela divulgação de gadgets que facilitam nossa vida digital. Exploro todos recursos de cada tecnologia, seja ele um NAS para uso doméstico até um all flash para implementações corporativas. Meu objetivo é descomplicar o mundo dos storages e auxiliar você a otimizar sua infraestrutura de TI."

Leia mais sobre: Armazenamento de Dados

Conteúdos sobre tipos de storages (NAS, SAN, DAS, All-Flash), HDD vs SSD, arquiteturas de armazenamento, etc.

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