- Quais as boas práticas para escolher um NAS?
- Avalie sua necessidade real por armazenamento
- O processador e a memória RAM importam muito
- A escolha correta dos hard disks é fundamental
- Entenda os arranjos RAID para proteger os dados
- Verifique a conectividade com a rede
- O sistema operacional define a experiência
- Pense na escalabilidade para seu futuro
- Não ignore a segurança física e lógica
- Uma estratégia de backup é indispensável
Muitas empresas e usuários domésticos enfrentam um volume crescente com dados. Essa situação frequentemente gera arquivos espalhados por vários computadores e discos externos. A ausência de um local centralizado para o armazenamento dificulta o acesso e aumenta o risco com perdas.
Um storage NAS organiza esses arquivos em um único ponto na rede. No entanto a compra por impulso ou sem análise prévia quase sempre resulta em problemas. Um equipamento subdimensionado causa lentidão enquanto um superdimensionado gera custos desnecessários.
Assim a escolha criteriosa do sistema correto evita dores de cabeça futuras. Algumas práticas simples garantem um investimento mais seguro e eficiente para qualquer cenário.
Quais as boas práticas para escolher um NAS?
As melhores práticas para adquirir um NAS envolvem uma análise cuidadosa sobre a capacidade, o desempenho, a segurança e a escalabilidade. Essa avaliação inicial compara suas necessidades atuais com as projeções para o futuro. Um bom ponto de partida é listar quais tipos de arquivos serão guardados e quantos usuários acessarão o equipamento simultaneamente. Com essas informações fica mais fácil filtrar os modelos disponíveis no mercado.
O processo também inclui a verificação da compatibilidade com os sistemas operacionais e softwares já utilizados na sua rede. Muitas vezes um storage oferece recursos adicionais como servidores para backup ou sistemas para vigilância. Por isso vale a pena investigar todas as funcionalidades que o equipamento pode entregar. A escolha correta equilibra o orçamento com as especificações técnicas necessárias para sua aplicação.
Avalie sua necessidade real por armazenamento
O primeiro passo é calcular o espaço total que você precisa. Some o volume atual dos seus dados e adicione uma projeção para crescimento nos próximos três a cinco anos. Várias empresas dobram seu volume de dados a cada dois anos. Considere essa tendência para evitar uma nova compra em pouco tempo. Lembre-se que a capacidade informada pelos fabricantes de discos não é a mesma disponível para uso.
Os arranjos RAID por exemplo utilizam parte do espaço para redundância. Um sistema com quatro discos de 4 TB em RAID 5 oferece aproximadamente 12 TB úteis e não 16 TB. Essa diferença é fundamental para o planejamento. Portanto sempre compre um storage com mais baias para discos que o necessário. Isso facilita futuras expansões sem precisar trocar todo o conjunto.
O processador e a memória RAM importam muito
Um processador potente e uma boa quantidade de memória RAM impactam diretamente o desempenho do storage. Para tarefas básicas como o compartilhamento de arquivos em uma pequena rede um processador dual-core com 2 GB de RAM pode ser suficiente. No entanto aplicações mais exigentes requerem um hardware mais forte. Pense nisso antes da compra.
A transcodificação de vídeos para streaming por exemplo consome bastante processamento. Um NAS com CPU fraca não consegue executar essa tarefa com fluidez. Da mesma forma a execução de máquinas virtuais ou o atendimento a múltiplos usuários simultâneos exige mais memória. Alguns modelos de NAS Qnap permitem a expansão da RAM posteriormente o que é uma vantagem interessante.
A escolha correta dos hard disks é fundamental
Nem todos os hard disks são iguais. Utilizar discos para desktop em um ambiente que funciona 24 horas por dia é uma receita para o desastre. Esses componentes não foram projetados para a carga de trabalho contínua e a vibração em um gabinete com vários discos. Por isso sempre opte por HDDs específicos para NAS. Eles possuem maior durabilidade e são otimizados para operar em arranjos RAID.
Fabricantes como Seagate e Western Digital oferecem linhas exclusivas para essa finalidade. Esses discos possuem um tempo médio entre falhas (MTBF) muito superior e tecnologias para mitigar a vibração. O investimento inicial é um pouco maior mas a confiabilidade compensa. O mesmo raciocínio se aplica aos SSDs para cache que devem ter um alto índice de TBW (Terabytes Written).
Entenda os arranjos RAID para proteger os dados
RAID significa Redundant Array of Independent Disks. A tecnologia combina múltiplos discos para formar uma única unidade lógica. Seu principal objetivo é aumentar o desempenho ou a segurança dos dados. Existem vários níveis de RAID e a escolha depende da sua prioridade. RAID 1 por exemplo espelha os dados em dois discos e oferece ótima redundância para falhas. Se um disco falhar o outro continua funcionando.
Para sistemas com mais discos os níveis RAID 5 e RAID 6 são mais comuns. Eles distribuem os dados e a paridade entre os discos o que otimiza o espaço e ainda protege contra a falha de um ou dois discos respectivamente. É importante ressaltar que RAID não é backup. Ele protege contra falhas de hardware mas não contra erros humanos ou ataques de ransomware.
Verifique a conectividade com a rede
A porta de rede é o gargalo para muitos sistemas de armazenamento. A maioria dos storages de entrada vem com uma ou duas portas Gigabit Ethernet (1 GbE). Para muitos usuários domésticos e pequenos escritórios essa velocidade é adequada. Porém transferir arquivos grandes ou ter muitos acessos simultâneos pode saturar essa conexão rapidamente.
Atualmente vários modelos intermediários já incluem portas de 2.5 GbE ou até 10 GbE. Uma rede de 2.5 GbE por exemplo oferece uma velocidade 2.5 vezes maior que a Gigabit padrão com um custo de infraestrutura pouco superior. Alguns equipamentos também suportam agregação de link. Essa técnica combina duas ou mais portas de rede para aumentar a largura de banda total e fornecer redundância na conexão.
O sistema operacional define a experiência
O software que gerencia o NAS é tão importante quanto seu hardware. Ele é a interface com a qual você vai interagir para configurar usuários pastas compartilhadas e aplicativos. Um sistema operacional intuitivo e com muitos recursos transforma um simples repositório de arquivos em uma central de serviços. O QTS da QNAP é um excelente exemplo disso.
Além das funções básicas de armazenamento ele oferece uma loja com centenas de aplicativos. Você pode transformar seu NAS em um servidor de mídia com o Plex um sistema de vigilância com a Surveillance Station ou uma solução de backup completa com o Hybrid Backup Sync. A flexibilidade que um bom sistema operacional proporciona agrega um valor imenso ao equipamento.
Pense na escalabilidade para seu futuro
Seus dados vão continuar crescendo. Por isso a capacidade de expandir seu sistema de armazenamento é uma característica vital. A forma mais simples para expandir é preencher as baias de disco vazias. Se você comprou um NAS com quatro baias e começou com apenas duas pode adicionar mais duas depois. Essa é uma das razões para comprar um modelo com mais baias que o necessário.
Quando todas as baias estiverem ocupadas a próxima opção é usar unidades de expansão. Vários modelos da QNAP suportam esses gabinetes adicionais que se conectam ao NAS principal e aumentam a capacidade total. Essa abordagem conhecida como scale-up é geralmente mais simples e barata que trocar o equipamento inteiro. Planejar a escalabilidade desde o início economiza tempo e dinheiro.
Não ignore a segurança física e lógica
Proteger seus dados vai além de escolher o RAID certo. A segurança física do equipamento é o primeiro nível de proteção. Um nobreak (UPS) é um acessório obrigatório. Ele protege o NAS contra picos de energia e desligamentos abruptos que podem corromper dados ou danificar os discos. Mantenha o equipamento também em um local seguro e bem ventilado.
Na parte lógica o sistema operacional oferece várias ferramentas. Configure senhas fortes para os usuários e ative a autenticação em duas etapas. Utilize a criptografia para proteger volumes ou pastas com dados sensíveis. Além disso mantenha sempre o firmware do seu NAS atualizado. As atualizações frequentemente corrigem vulnerabilidades de segurança que poderiam ser exploradas por invasores.
Uma estratégia de backup é indispensável
Repetir nunca é demais. RAID não substitui uma rotina de backup. A regra 3-2-1 é um padrão da indústria para a proteção de dados. Ela recomenda manter três cópias dos seus dados em dois tipos de mídia diferentes com uma das cópias armazenada fora do local principal. Um NAS é uma ferramenta fantástica para implementar essa estratégia.
Você pode usar o Hybrid Backup Sync da QNAP para automatizar todo o processo. Programe backups regulares das pastas mais importantes para um disco externo conectado ao NAS. Configure também a sincronização com um serviço de nuvem como o Google Drive ou o Dropbox. Assim se o pior acontecer você terá múltiplas opções para recuperar suas informações. Um desastre raramente avisa quando vai chegar.
A aquisição de um NAS é um investimento de longo prazo com impacto direto na produtividade e na segurança dos seus dados. Uma escolha equivocada pode resultar em perdas financeiras e operacionais significativas. Cada aplicação exige uma análise específica sobre capacidade desempenho e redundância.
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